terça-feira, 10 de setembro de 2013
amigos...
Sempre achei que amigos são irmãos que a vida deixa a gente escolher..
.
Então, aumentam as nossas responsabilidades: não podemos descuidar deles, pois os atraímos, cativamos, seduzimos. Nem podemos reclamar deles. quem mandou desejá-los tanto?!
Pessoas raras hoje em dia!!!
Assim é minha amiga Luciana. Sabe minhas fraquezas, finge que não vê. Apoia minhas conquistas, aplaude de pé. Incentiva a ir mais longe quando duvido da minha chegada...É puro carinho.Uma fortaleza, nem reclama do que sente.
Os amigos adoecem, por quê?
Talvez seja pra gente incomodar Deus...
Então, Deus, cuida dela pra mim!!!
sábado, 17 de agosto de 2013
Quando uma vírgula muda tudo...
Quem diria que a salvação venha de
uma simples vírgula?
Quem pensa que não, pode se
surpreender...
A frase se transforma:
Fogo, não poupem a cidade.
Ou
Fogo não, poupem a cidade.
Que tal então?
Perdoar impossível, mandar para a
forca!
Ou
Perdoar, impossível mandar para a
forca!
Passei a cuidar das vírgulas do
caminho...
quinta-feira, 11 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
O que estas palavras têm em comum?
Ama
Ovo
Ele
Asa
Omo
Elas são chamadas palíndromos.
Lidas de trás para frente ou de frente para trás são a mesma palavra.
Tente esta frase: socorrammesubinoonibusemmarrocos.
Outros textos com cães especiais
Tentação, Clarice Lispector;
A disciplina do amor, Lygia Fagundes Telles;
Vidas Secas, Graciliano Ramos;
Ensaio sobre a cegueira, José Saramago;
A caverna, José Saramago
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Sobre amigos, cães e textos
Meu colega Francisco, Professor de História, costuma presentear com
textos. Vira e mexe, lá está ele com um livro, um conto, um artigo, uma
notícia...
Estávamos em HTP (horário de trabalho pedagógico coletivo), no espaço
da biblioteca e , num intervalinho, foi
até à estante e trouxe um volume. Livro aberto, interpelou-me: “Já leu isto?”
Mila
Era pouco maior
do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás.
E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao meu peito par que ela não
caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela
também. Dois dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente:
escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.
Foram trze anos
de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do
meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?
Amá-la _ foi a
resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla
dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não
aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária,
encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu minha a festa, não queria
disputar espaço, ser maior que a minha tristeza.
Tendo-a ao meu
lado, perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove
filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque
passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos
fidalgos” como Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e
transportada por súditos imaginários.
No sábado,
olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que
amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha
compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maoir do que oque o meu peito,
levei-a até o fim.
Eu me considerava
um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava
cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao
gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a
crônica para ficar com ela.
Até o último
momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a em meus braços,
apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a
saudade.
CONY, Carlos
Heitor. Mila. In: SANTOS, Joaquim
Ferreira dos. As cem Melhores Crônicas
Brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
Nem bem acabei a leitura, e as lágrimas pediam passagem. Saí às pressas
para ter privacidade e chorar todas as lembranças que a crônica evocara.
Como podia tanta semelhança? Após a catarse, pensei: a não ser por
pouquíssimos detalhes aquela historia era
minha e da minha Joy. Uma Ducshund vermelha que viveu comigo 14 anos...
Guardei o presente no coração!
Janeiro de 2013. Saí para passear com a Rebeca. Enquanto ela cheirava a
calçada defronte nossa casa, pareceu-me vislumbrar uma criatura dentro do
ônibus em ruínas que apodrecia a céu aberto no terreno baldio. Atraí Rebeca
mais para perto e confirmei: por trás do volante, no banco do que havia sido de
motoristas, ela dirigia seu destino. Sozinha.
Fui para casa com aquela visão... e ativada compaixão.
Voltei algumas vezes para alimentá-la. Arredia no princípio. Tinha de lhe
dar um nome para ela saber que era eu que chegava. E por que, na minha cabeça,
tudo precisa ser chamado por um nome. MILA. Foi o primeiro que surgiu. E nem
sequer me lembrei da crônica, foi automático. Ela acolheu e atendia em nossos
primeiros passeios.
Vim a conhecer o senhor que a deixara no ônibus. Nem cheguei a ficar com
raiva pelo abandono. Ele aparecia para alimentá-la. Não chegou a explicar seus
motivos, mas revelava inquietação pelo bem-estar de nossa amiga. Ajudou para a
castração e tudo.
Após a castração, ela precisava de um lugar para se restabelecer e foi
ficando em nossa casa e em nosso
coração...Está até agora.
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